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5 jogadores de hóquei médicos: heróis na pista e heróis no hospital

Os jogadores de hóquei médicos são duplamente heróis. Quando estão na pista são os ídolos da bancada. Mas, nos últimos meses, os nossos heróis passaram a ser os médicos, os enfermeiros e o todo o pessoal que tem garantido a resposta do sistema de saúde. Alguns dos jogadores de hóquei passaram a usar um estetoscópio em vez de um stique. Continuam com luvas nas mãos, mas são muito diferentes daquelas que usam nos jogos. Todos têm máscara, mas nem todos são guarda-redes. Estes cinco jogadores de hóquei são médicos e, por isso, duplamente heróis.

Vitor Hugo

Dispensa apresentações porque foi um dos melhores jogadores do mundo. Começou a patinar na Académica de Espinho, mas é o FC Porto que lhe confere estatuto de lenda. Conquistou oito campeonatos nacionais vestido de azul e branco e tornou-se um símbolo da equipa durante os 12 anos em que andou de dragão ao peito. Pelo meio teve tempo para ser campeão em Itália ao serviço do Novara e ser considerado o melhor jogador do campeonato transalpino.

Internacional em 122 ocasiões, levou títulos de campeão da Europa e do Mundo para o seu museu pessoal. Se os números da sua carreira não são ainda mais impactantes é porque decidiu descalçar os patins aos 29 anos para concluir a licenciatura de médico dentista.

João Souto

Hoje joga no Sporting, mas já representou o Valongo, Oliveirense e Turquel. A mudança para sul, no início de 2019, foi motivada pela sua carreira como médico. Defender as cores do Turquel permitia-lhe continuar a jogar na 1ª Divisão e, ao mesmo tempo, trabalhar no Hospital de Santarém, onde, entretanto, fora colocado.

Os golos que marcou não passaram despercebidos a ninguém e, por isso, no verão seguinte, haveria de rumar a Alvalade. Concluído o curso, o médico-ortopedista voltou a um Grande do hóquei. Agora é uma questão de ir conciliando estes dois amores para continuar nesta lista de jogadores de hóquei médicos.

Margarida Brandão

Equipa-se de águia ao peito, na equipa que tem dominado o hóquei feminino nos últimos anos, mas tem passado no CACO, Carvalhos e Lobinhos, tendo também representado a seleção nacional. Margarida Brandão é guarda-redes do Benfica e já teve de usar as suas competências de médico-dentista em pleno jogo. Em fevereiro de 2020 ‘Maca’ Ramos perdeu um dente na partida das meias-finais da Liga Europeia. A guarda-redes teve de tirar as luvas e conseguiu voltar a pôr o dente da companheira de equipa no lugar em pleno balneário.

Durante este período de confinamento, a guardiã de 29 anos disponibilizou-se para dar apoio médico a quem precisasse.

Ricardo Figueira

Foi o capitão da equipa que trouxe o Sporting de volta aos holofotes do hóquei. Antes, as passagens pelo FC Porto e Oliveirense valeram-lhe 17 títulos nacionais e um Campeonato do Mundo de seleções. Haveria de abandonar o hóquei para se dedicar à sua carreira de médico, mas o hóquei não o abandonaria a ele.

Quando, três anos mais tarde, foi convidado para integrar uma equipa do Sporting que estava a (re)formar-se, não conseguiu dizer que não. Levantaria a Taça CERS em 2014/2015 e, mesmo depois de acabar a carreira como jogador, manteve-se em Alvalade como médico.

Afonso Santos

É o mais novo desta lista e, depois de cinco épocas na Sanjoanense, milita no plantel do HC Marco. Os 23 golos em 17 jogos apontados na época 2019/2020 por este jovem médico ao serviço da equipa de Marco de Canavezes mostram que haverá lugar para ele em plantéis com outras ambições num futuro muito próximo.

De qualquer forma, para já, vai conciliando os estudos da especialidade com o hóquei em patins e o padel. É uma paixão mais recente de quem sempre adorou fazer desporto e, no passado, chegou a vencer alguns campeonatos no atletismo.

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