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10 jogadores de hóquei de que não nos podemos esquecer

No hóquei, nem todos têm o carisma de António Livramento, Vítor Hugo, Panchito Velázquez, Tó Neves ou João Rodrigues. Ao longo das últimas cinco décadas, dezenas de craques mostraram o seu valor nos rinques portugueses e da Europa e, injustamente, nem todos ficaram para a História com o mesmo brilho. Esta é a lista não-definitiva de 10 jogadores de hóquei do campeonato português de que não nos podemos esquecer.

1. Carlos Realista

Alto, sóbrio e sem a visibilidade de colegas como Vítor Hugo ou Trindade, com quem jogou no FC Porto e Sporting, respetivamente, Carlos Realista notabilizou-se pelos fortes remates canhotos do meio-campo e pela capacidade defensiva. Num desporto tão frenético e explosivo, o defesa-médio foi sempre um corpo deslocado nos rinques, sobretudo na fase final da carreira. Mas a sua grande qualidade, elogiada por todos, ajudou os clubes por onde passou a conquistas históricas. Fez ainda parte da dream team do FC Porto, foi peça fundamental da Seleção Nacional e o primeiro português a jogar no Barcelona, em 87-88. Um verdadeiro craque. 

Clubes por onde passou: Sporting, FC Porto, Barcelona (Espanha), Óquei de Barcelos e Gulpilhares.

2. Luís Ferreira

O histórico número 5 do Benfica ganhou inúmeros títulos, mas raramente fazia os títulos dos jornais. Jogou sempre com muita classe, também na Seleção Nacional, mas na sombra de craques como Paulo Almeida, Tó Neves, Ricardo Pereira ou Panchito Velázquez. Inteligente e calmo, conseguiu ganhar o carinho de todos os adeptos de hóquei em Portugal. Um gentleman com entrada direta na lista dos jogadores de hóquei de que não nos podemos esquecer.
Clubes por onde passou: Paço de Arcos e Benfica

3. Vítor Bruno

Partilhou com um dos maiores hoquistas de sempre o balneário e o nome: Vítor. Talvez por essa razão tenha ficado sempre para segundo plano, mas o seu talento invulgar fica para a história do hóquei. Malabarista do stique e bailarino dos patins, Vítor Bruno foi ainda um dos grandes hoquistas que passaram pela Seleção Nacional. Hoje, como comentarista, passeia classe com o seu conhecimento infindável sobre a modalidade, ajudando-a a crescer. 
Clubes por onde passou: AD Valongo, FC Porto e Bassano (Itália)

4. Luís Viana

O Zorro é um dos melhores jogadores de hóquei portugueses de sempre, mas a sua fama fora da comunidade hoquista, ou a ausência dela, não reflete a longa e profícua carreira. Verdadeiro ilusionista, tal a velocidade com que dribla os adversários, foi um dos avançados mais versáteis do hóquei português. Dotado de grande técnica e forte no remate de meia distância, Luís Viana cumprirá mais uma época na liga portuguesa, regressando ao Valença em 2020/21. Aos 43 anos, continua fresco como nos primeiros tempos. O Benjamin Button do hóquei luso. 

Clubes por onde passou: Óquei de Barcelos, Oliveirense, Infante de Sagres, Bassano (Itália), Juventude de Viana, Benfica, Sporting e Valença. 

5. Filipe Gaidão

Hoquista extraordinário, de grande técnica e carisma, Gaidão foi dos jogadores portugueses mais disputados de sempre. Jogou nos três grandes, mas foi no Benfica que realmente brilhou, naquela que foi uma das melhores equipas de sempre: José Carlos; Vítor Fortunato, Luís Ferreira, os manos Velázquez e Ricardo Pereira. A classe, elegância e liderança de Filipe Gaidão permitiram ao hóquei português atingir uma nova fase de mediatismo e levou centenas de jovens a escolher a modalidade em detrimento de outras, como o futebol. Apesar de ter jogado numa era de menor talento coletivo português, Gaidão ajudou, indiretamente, a criar uma nova geração de craques do hóquei nacional. 

Clubes por onde passou: Juventude Salesiana, Sporting, Paço de Arcos, Benfica, FC Porto, Roller Salerno (Itália), Cascais, Aljustrelense e Tigres. 

6. Rui Lopes

É possível que os mais jovens não conheçam o nome deste excelente hoquista dos anos 90, mas não devem hesitar em pesquisar vídeos da era dourada do avançado. Rápido, tecnicista e temido pelos adversários, Rui Lopes era um goleador nato, daqueles que não precisam de uma verdadeira oportunidade para marcar. Apesar dos 623 golos pelo Benfica, clube onde jogou durante dez anos, o seu nome acabou por entrar no livro do esquecimento do hóquei português. É bom voltarmos a falar dele nesta lista de jogadores de hóquei de que não nos podemos esquecer.

Clubes por onde passou: Paço de Arcos, Juventude Salesiana, Benfica, Seixal, Sporting, Liceo da Corunha (Espanha), AD Oeiras

7. Paulo Alves

Na luta mediática com o companheiro Pedro, Paulo Alves vinha em segundo. Ainda assim, Paulo foi um fantástico hoquista, ganhando título atrás de título e sendo um suplente de luxo da Seleção Nacional. Alto, combativo, inteligente e excelente finalizador, Paulo Alves jogou 24 anos ao mais alto nível, mas conheceu apenas seis clubes. O talento dos irmãos Alves passou para o sobrinho, Gonçalo, que hoje brilha no FC Porto. 

Clubes por onde passou: Sporting, Óquei de Barcelos, FC Porto, Follonica (Itália), Oliveirense, Infante de Sagres

8. Didi

Ao longo dos 34 anos de carreira, Jurandyr da Silva, ou Didi, passeou explosão, técnica, elasticidade e golos pelo hóquei mundial. Cinco excelentes épocas ao serviço do FC Porto possibilitaram-lhe uma curta, mas não menos satisfatória, passagem pelo Barcelona. Apesar de ser, provavelmente, o melhor hoquista brasileiro de sempre, o seu palmarés não reflete o talento inquestionável. 

Clubes por onde passou: Portuguesa, Juventude de Viana, FC Porto, Barcelona e Alcobendas (Espanha), Oliveirense, Académico de Luanda (Angola), Sport e Sertãozinho (Brasil)

9. Mariano Velázquez

O talento corre nas veias dos manos Velázquez. Sem o génio do irmão mais velho, Mariano tinha qualidade suficiente para resolver um jogo sozinho. E uma grande paixão pelo hóquei. A paixão que o leva, aos 42 anos, a espalhar talento pelos rinques argentinos. Tecnicista, sempre-em-pé, agressivo à moda de San Juan e dificílimo de marcar, fez parte da primeira grande geração de hoquistas argentino a conquistar a Europa. Terá deixado o campeonato português demasiado cedo, mas isso são contas para outro rosário. 
Clubes por onde passou: Social San Juan, Benfica, Follonica, Sindicato EC, Amatori Lodi, RHC Basel, Concéption PC 

10. Vítor Fortunato

Um jogador ao estilo de Luís Ferreira: inteligente, pacato e… extraordinário. Defesa sóbrio, duro e multifacetado, ganhador de duelos e com um longo braço que apanhava a bola num extenso raio de ação, o número 9 jogava sempre bem. Era exímio, também, em adivinhar as jogadas do adversário. Naquelas épocas, era habitual o Benfica não sofrer golos em diversos jogos da época, fruto da qualidade da dupla Fortunato/Ferreira. Não sendo a estrela da companhia, Vítor Fortunato era o jogador total, somando jogos pelo Benfica e seleção portuguesa e fazendo parte de uma das melhores geração de hóquei portuguesas. O desfecho perfeito para este artigo saudosista sobre jogadores de hóquei de que não nos podemos esquecer.
Clubes por onde passou: Benfica, Oliveirense, Física

5 Comments

  1. Vítor Bruno
    Sim um excelente Jogador .
    Mas se esqueceram de onde passou e lhe deu o ser como hoquista.
    Pelo enorme e orgulhoso Clube a
    ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA de VALONGO.

  2. Boa tarde,
    Sérgio Nunes e Domingos Carvalho também foram dos melhores na sua época. Ambos campeões europeus e do mundo pelo Óquei Clube de Barcelos.

  3. Para autores de um site que fala só sobre hóquei, já deveriam saber que o Paulo Alves e o Pedro Alves não são irmãos nem parentes de nenhuma forma.
    O problema desta bela modalidade é que há poucas pessoas na média que estão mesmo por dentro do hóquei e que estão realmente bem informados.
    Tirando isso é um belo artigo, mas claro, há muitos outros que nunca devem ser esquecidos na história do hóquei.

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